Arquivo para janeiro, 2015

Ansiedade

Posted in Uncategorized on janeiro 11, 2015 by gilknup

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Eu quero tanto, mas não sei o que
Me desespero a todo momento
Sem nem precisar de um porquê

Gritando como um louco
Me rasgo de dentro para fora
Sem se preocupar se vou me machucar
Preciso mesmo colocar algo para fora…

Uma espécie de vômito ou limpeza
Uma reciclagem da minha própria natureza

Me sinto obrigado a se importar
Com aquilo que não me importo
Fazer aquilo que não gosto

Todos me dizem que isso é o certo a fazer
Mas se isso for o certo a ser feito
Prefiro fazer o “errado”
E não se sentir mais tão frustrado

Essa vontade de sumir, sem saber para onde ir
Só me faz querer prosseguir
Sem olhar ou deixar nada para trás
pessoas e bens materiais…

De dentro para fora
De baixo para cima
Podemos construir
A nossa própria realidade
Se desligar 
De todos os padrões dessa sociedade

Quero fugir para me encontrar
Se perder para não deixar de sonhar
Que minha esperança não morra
Pois sei que lá fora, tem muito mais
Do que tem aqui nessa porra.

Levarei na bagagem somente aquilo que me faz sorrir
O resto, que se perca por aí…

(Gilcélio)

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KAMA SUTRA

Posted in Uncategorized on janeiro 9, 2015 by gilknup

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Atrás do muro
Debaixo do pé de abiu
No meio da moita
Em cima da árvore
Na lapide 13
No banheiro da praça
Na noite de sexta-feira
No corredor
Atrás da porta
Em cima da mesa
No altar da igreja
No elevador
Na imaginação
O sexo se faz
Se jaz
Num livre gozo.

Anigav

(Margarethe Fass – As lutas sociais não são criminalizáveis, não são reprimíveis. O Estado devia assumir a sua responsabilidade, tal como nós o fazemos.)

Para nós tudo, para mim nada

Posted in Uncategorized on janeiro 6, 2015 by gilknup

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Solto ao vento É como estou
É o mínimo que mereço
Por ter sentido tanta dor
Não sei se foi muito
A ponto de querer comparar
Mas foi a minha dor
E não gosto quando dói

A liberdade é artificial
Quando se tem que pagar por ela

Sei o que não quero
E vivo na contramão de tudo isso
Mas será que saber o que não se quer é querer?

A verdade é a melhor camuflagem Ninguém acredita nela

Preciso de alguma “droga” nova
Que me arrepie
E me mostre respostas
Que abra as portas da minha mente
E me leve além de toda essa bosta
Ficar doidão é legal
Mas o que quero mesmo
É a expansão do meu coração e sentimentos
Caminhos novos sem sofrimento.

A poesia sem rima me desafia
Escrevendo certo ou errado
Nessas folhas sem linhas
O vazio é preenchido
Com todos os sentimentos
vivência e momentos

É uma questão de existÊncia e resistência
Fazer por si só, alguma diferença.

(Gilcélio)